El Bolsón, guia completo do tesouro da Patagônia

Se você está planejando sua viagem para Patagônia e destinos de natureza, onde pode fazer trilhas, tomar boa cerveja e aproveitar os restaurantes da cidade com um preço mais atrativo, coloque no seu roteiro El Bolsón, uma pequena cidade na Patagônia Argentina, apenas a 120 km de Bariloche, onde você encontrará lagos, montanhas, rios e esportes radicais que fazem o lugar ser um destino imperdível. Descubra agora El Bolsón, o guia completo do tesouro da Patagônia Argentina.

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Sobre El Bolsón, detalhes e curiosidades

Originalmente habitada por tribos Tehuelches, El Bolsón foi depois povoada por colonos agricultores, em seguida por estrangeiros que buscavam um lugar tranquilo para viver e, por último, por hippies nos anos 60. E é essa mistura que deu para a cidade a cultura que vemos hoje: agricultura familiar, artesãos locais e muitos movimentos sociais e artísticos.

Sua paisagem é composta por diversas montanhas, cujo a mais famosa é o Cerro Piltriquitrón, bosques, rios de água azul cristalina e lagos com temperaturas agradáveis no verão.

No verão, quando a temperatura pode passar dos 25 graus, a cidade é tomada por mochileiros, especialmente da Argentina e de diferentes partes da Europa, que buscam trilhas no meio de bosques e lagos formados pelo derretimento do gelo nas montanhas para tomar banho.

Durante o inverno a cidade fica mais vazia, pois, a maioria dos atrativos fecha quando as temperaturas chegam abaixo de zero. Ainda assim, há os viajantes que preferem pousar na pequena cidade, fazer algumas das trilhas mais curtas e esticar até o Cerro Perito Moreno (25 km de distância) para esquiar. 

Este guia completo sobre El Bolsón trará especialmente as dicas para aproveitar a cidade fora da estação de neve.

Como chegar em El Bolsón

Avião ou ônibus

O aeroporto mais próximo de El Bolsón está em Bariloche. Dali você pode alugar um carro ou pegar um ônibus (vá de Via Bariloche), para chegar na pequena cidade. A viagem tem duração de apenas 2 horas, onde você percorrerá uma estrada muito bonita, em meio as montanhas, bosques e rios.

Agora, se você estiver vindo do Sul da Argentina, então poderá pegar avião até Bariloche, ou chegar em El Calafate e contar com o serviço de ônibus da Marga Taqsa, empresa que faz a rota na região patagônica. Essa segunra opção é uma viagem incrível pela beleza da estrada, eu fiz e foi delicioso ver um monte de guanaco, lagos e montanhas, contudo ela é longa, chegando a mais de 20 horas de recorrido.

Carro

Fazer esse trecho da Rota 40 de carro não será um problema, a estrada, em geral, está bem pavimentada ou com trechos de ripio, mas que com um carro comum, indo devagar, dá para passar tranquilamente.

Se você vier de Bariloche é rápido e fácil, contudo, se vier do Sul, de El Calafate ou El Chaltén, é muito provável que precise parar em alguma cidade na estrada para descansar, já que a viagem dá quase 17 horas sem paradas. Três coisas que são muito importantes saber antes de pegar a Ruta 40 de carro são:

  1. A lei na Rota 40 é: viu um posto de gasolina? Pare e abasteça, porque você nunca saberá quando vai encontrar outro.
  2. Cuidado com os ventos no sul, eles podem provocar acidentes. Viu que está muito instável, procure um lugar para se refugiar com o carro.
  3. Preste atenção nos guanacos, eles cruzam a estrada. Se avistar um grupo de guanacos, diminua a velocidade para não causar acidentes.

Trilhas em El Bolsón, guia completo

El Bolsón é o destino perfeito no verão da patagônia para quem quer fazer trilhas e também aproveitar a temperatura amena durante da estação para ter a experiência única de mergulhar em rios de águas turquesas e transparentes, onde se pode ver o chão mesmo nos pontos mais fundos. Ainda, além das trilhas, é possível fazer outros esportes, como salto de parapente, ou passeios apenas para relaxar nas praias de rios e lagos.

Trilhas e circuitos

El Bolsón é um destino maravilhoso para quem busca caminhada na natureza. A cidade conta com diferentes circuitos onde estão os refúgios que são hospedarias, tradicionalmente de camponeses, que recebem turistas durante o verão em busca de conexão com a natureza.  

Dentro de cada circuito há diferentes níveis de trilhas, com pequenas ou grandes distâncias, e diferentes atrativos para o viajante explorar. Muitos dos circuitos se conectam de alguma forma, por isso, você pode chegar em um mesmo destino por circuitos diferentes. Se você olhar o mapa de cima ampliado, entenderá o que estou falando. Algumas das trilhas dentro dos circuitos podem ser feitas em um único dia e exigem pouco ou nada de esforço físico, enquanto outros precisam de tempo e preparo. Abaixo estão as principais trilhas e circuitos para você conhecer em El Bolsón:

Circuito Troncal – incluí Cajón del Azul e Los Laguitos

O Circuito Troncal é muito buscado em El Bolsón por alguns motivos: ele dá acesso a atrações conhecidas, como o Cajón del Azul; nele é possível conhecer vários pontos com caminhada de dificuldade média e alta..

Fazendo o Circuito Troncal completo você conhecerá os pontos: La Playita, La Troncadona, Cajón del Azul, El Retamal, La Horqueta e Los Laguitos. Aqui também está a Casa de Campo, que não aparece oficialmente em nenhum dos circuitos, mas é um dos refúgios mais conhecidos pelos viajantes por ser um lugar mais barato e festeiro.

Como chegar no Circuito Troncal/Warton: na Avenida San Martín, en El Bolsón, pegue o ônibus Golondrinas que durante o verão tem cinco saídas durante o dia e te levam até Warton, onde será o início do circuito. Outra opção para chegar em Warton é pegar os remis (uma espécie de táxi coletivo) que, por $3.000 ARS te busca na cidade e te leva até o início da trilha, economizando quase 2 km de ladeira. Essa segunda opção eu recomendo mais na volta, caso você não queira subir essa grande ladeira até o ponto de ônibus. 

Pasarela

Se você quer acesso fácil ao Rio Azul no Circuito Troncal, sem precisar fazer nenhuma trilha, você pode parar na Pasarela, onde passa o Rio Azul e tem o bar Mystic Fog, com ótimas instalações para relaxar, tomar uma cerveja e comer um lanche. Esse lugar é uma ótima pedida para um dia relaxante ou para finalizar sua jornada no circuito tomando uma boa cerveja (foi o que fizemos! rs).

La Playita

Essa é uma das trilhas que você consegue ir e voltar no mesmo dia. Leva cerca de 2 ou 2h30 para chegar até o Refúgio La Playita, onde dá para comer, acampar, dormir na hospedaria e ainda aproveitar para tomar banho no rio que passa em frente ao refúgio. Este trecho conta com subida e descida, com uma elevação de 600 metros, portanto, pode ser mais confortável andar com bastões de caminhada.

Tempo de trilha: 6,5 km – cerca 2h30 horas.

Cajón del Azul

Cajón del Azul é um dos destinos de trilhas mais procurados em El Bolsón, ele é outra opção para quem quer fazer um bate-volta de trilha, com a chance de tomar um banho na água desce das geleiras e ganha um tom azul-turquesa. Cajón é o nome que se dá pelo formato de caixa de um trecho do canal, onde se acumula água e impressiona pela combinação única de suavidade com imponência

Chegando no Cajón del Azul você pode seguir à sua esquerda para uma grande pedra onde as pessoas costumam tomar sol e acessar o rio para um banho frio ou pegar à sua direita em direção ao Refúgio Cajón Del Azul, onde, perto dele, terão as indicações para ver o Cajón por cima.

Se você quiser dormir ali para voltar a El Bolsón apenas no dia seguinte, é possível acampar ou dormir nos quartos coletivos no refúgio. Eles oferecem, pago a parte, refeições, loja de conveniência (proveduria em espanhol), banho quente e tomada para carregar o celular ou algum equipamento. 

Tempo de trilha: 10 km – cerca 3h30 horas.

Pode parecer estranho pensarmos que quase 4 horas é uma trilha de bate-volta, mas precisamos lembrar que durante o verão costuma escurecer apenas depois das 21h, dando bastante tempo para fazer o recorrido. Portanto, o que as pessoas fazem é pegar o primeiro ônibus para ir e o último para volta, ou ainda, usam o remis para ter mais reflexibilidade. De qualquer forma, ali também é um lugar que os viajantes que querem fazer a trilha dormem tranquilamente de um dia para o outro.

Retamal

Caminhando apenas 2 km depois de Cajón del Azul, está o Retamal, um refúgio que fica em um ponto mais alto da montanha e é cercado de mata. Este foi meu refúgio favorito, a comida mais bem preparada de todo o circuito eu comi ali. Outro ponto positivo é que ele não enche como outros refúgios e é super charmoso!

O Retamal é uma ótima parada para quem fará o Circuito Troncal inteiro, até Laguitos. Você pode pousar ali e descansar para seguir viagem no próximo dia. Outra coisa bacana é que do Retamal você pode fazer uma trilha para o Mirante, onde verá uma boa parte do Circuito Troncal, cheio de montanhas e rios, a vista é linda e vale a pena subir até ali.

Tempo de trilha: 12 km – cerca de 4h30.

Refúgio Laguitos – Circuito Troncal

Laguitos, assim como o Cajón del Azul, é outro percorrido com saída tradicionalmente feita por Warton, porém, para chegar lá você deverá caminhar 25 km. A recomendação é fazer este trajeto em cinco dias:
1. primeiro dia parar em um refúgio intermediário, como o Retamal;
2. segundo dia seguir até Laguitos;
3. terceiro dia explorar mirantes e lagos ao seu redor;
4. quarto dia iniciar a volta parando em um refúgio no caminho;
5. quinto dia finalizar o percurso.

Há possibilidade de conhecer Laguitos saindo de outros circuitos como Hielo Azul, porém, estes exigem mais tempo e preparo, pois, você precisará enfrentar trilhas de dificuldade extrema. 

Ao chegar no Refúgio Laguitos você pode optar por curtir o lago que está logo em frente ao refúgio, ir até o Lago Soberania (3 km) e subir no Cerro Año Nuevo (5 km). Alguns trilheiros se aventuram a chegar no Lago Escondido, depois do Lago Soberania, mas quando eu estive lá disseram que a trilha estava difícil e que não valia a pena.

Dicas para chegar até o Refúgio Los Laguitos:

  • Se você, assim como eu, não tem costume de fazer trilhas tão longas, invista em ficar nos quartos coletivos dos refúgios para não precisará carregar peso. Isso te fará gastar mais, contudo, te aliviará muito a caminhada, afinal, serão 25 km para ir e mais 25 km para voltar.
  • Leve coisas para comer no meio do caminho.
  • Não se preocupe tanto com a água, leve apenas uma garrafa e vai repondo no meio do caminho no rio e cachoeiras.
  • Todos dizem que o mais difícil dessa trilha é a subida até Los Laguitos. Levar bastões de caminhada ou usar galhos que estão caídos no caminho (foi o que fizemos), vai aliviar MUITO o peso da subida.

Tempo de trilha: 25 km – cerca de 4h50

Casa de Campo

Apesar de eu não ter gostado da Casa de Campo, não posso deixar de colocar ela aqui, já que é um dos refúgios que mais enchem. Este refúgio destoa um pouco dos outros. Apesar de ele estar na natureza, tem uma vibe mais festa, com mesa de pingpong, quadra, música alta e muita bebida.

Eu estive ali no ano novo e estava cheio, mais de 300 pessoas, então minha percepção pode ter sido um reflexo disso. Achei que, ao contrário dos outros refúgios, não havia uma preocupação com a natureza, nem com os resíduos produzidos ali. Então, este é um refúgio que eu não recomendo. Se eu fosse voltar a fazer o Circuito Troncal, ficaria na volta novamente no Retamal ou iria direto para o Refúgio Cajon Del Azul.

O ponto “positivo”, e o motivo por que enche mais, é que este é o refúgio mais barato, o único que você não precisa pagar para tomar banho e carregar seus equipamentos, além de terem um sistema de comida que você pega uma vez e come a vontade. Coloco “positivo” entre aspas, porque deu para ver que o valor mais acessível e a lotação do refúgio impactaram diretamente nos cuidados que eles têm com o ambiente ali. 

Circuito Cerro Hielo Azul

Mais uma opção tradicional de trilha, que também parte de Warton, é subir até o Hielo Azul. São 15 km de subida, que você levará cerca de 6 a 7 horas para chegar no topo da montanha, onde um refúgio te aguarda para o descanso.

O prêmio em cima da montanha compensa o esforço. Ali você encontrará uma combinação que parece ter saído de um conto mágico, com neve, lagoa e vaquinhas pastoreando por ali. De Hielo Azul você ainda pode fazer uma trilha até Natacion, que XX, ou seguir para o Circuito Troncal e conhecer outras atrações dali, como Cajón del Azul ou Laguitos.

A dica para conhecer Hielo Azul é ir com bagagem leve. A trilha exigirá muito e pode ser interessante investir parte do seu orçamento para ficar no refúgio, assim não precisa levar barraca de acampamento, ou comer as refeições que a hospedaria oferece, dessa forma você não carregará o peso da comida. Se você for carregar peso, vá cedo para subir com calma, lembrando que no verão o sol de põe entre 21 e 22 horas.

Outro ponto de atenção é a água, Hielo Azul é um dos únicos trajetos que você não encontrará água para reabastecer a sua garrafa no meio do caminho, por isso, vá abastecido desse líquido precioso e racionalize para ele durar a trilha toda.

Tempo de trilha: 15 km de subida, entre 6 a 7 horas.

Encanto Blanco

Do outro lado da montanha do Circuito Troncal, está Circuito Valle Encanto Blanco, que pode ter grande parte da sua extensão percorrida em apenas um dia de caminha.

Como chegar no Circuito Valle Encanto Blaco/Warton: na Avenida San Martín, en El Bolsón, pegue o ônibus Golondrinas que durante o verão tem cinco saídas durante o dia. O ônibus seguirá até Warton, onde a maioria dos passajeiros descem, depois irá até o ponto final, na Familia Tilleria, onde começa o Circuito Valle Encanto Blanco.

A forma mais fácil de fazer este circuito é saindo da Família Tilleria, com 8 km de caminhada até chegar no refúgio, em um caminho com vista para o nevado e boa parte dela seguida pelo rio Encanto Blanco. Este é um caminho lindo, uma trilha mais estreita, mais selvagem, com menos pessoa e, tirando as subidas que podem exigir esforço da sua perna, ela é fácil e segura de ser feita.

Está é uma trilha que pode ser feita em um dia, se você estiver com disposição para andar cerca de 20 km de uma vez só, já que, a partir do refúgio onde você pode fazer uma parada de descanso, ainda há pequenas trilhas para cachoeira, mirante e poços.

Se você não quer andar os 20 km em apenas um dia, é possível dormir no quarto coletivo do refúgio ou acampar por ali. 

Outra forma de chegar ;e saindo do Circuito Troncal, essa é a opção perfeita para os mais aventureiros. Na metade do caminho até Laguitos, próximo ao Refúgio Manios, está a trilha para o outro lado da montanha, onde está o Encanto Blanco. Alguns viajantes preferem essa rota para não voltar pelo mesmo caminho do Circuito Troncal e porque querem mais aventura. Dito isso, é importante avisar que você terá que enfrentar uma descida radical, contando com o apoio de cordas na decida, portanto, empreenda essa aventura apenas se você realmente tiver experiência em trilhas. 

Fazer o caminho oposto, de Encanto Blanco até o Circuito Trocal não é recomendado, devido à subida íngrime.

Tempo de trilha: 8 km, 3h30 (até o refúgio Encanto Blanco) + 4h30 até o Refúgio Manios.

Circuito Piltriquitron 

Cerro Piltriquitron, El Bolson visto do hostel Earthship Patagonia
Vista do Cerro Piltriquitron, a partir do hostel Earthship Patagonia
Cerro Piltriquitron

O Cerro Piltriquitron é a montanha mais icônica de El Bolsón. Ela está nas costas da cidade e serve como um belo cartão postal.  

Como chegar: Pode ser um pouco mais complicado de chegar ali se você estiver sem carro, já que não tem transporte público até o início da trilha. Se você for caminhando desde o centro de El Bolsón até a base da montanha, terá 13 km para encarar. Portanto, para começar a subida até o topo do Piltriquitron o mais fácil é pedir um remi (táxi) ou pegar uma carona, que é o que muitos viajantes fazem, e parar na Plataforma.

Ali, diferente do Circuito Troncal, há apenas um refúgio. Se você for de carro, como eu disse anteriormente, até a plataforma, você levará apenas 1 hora para chegar até o Refúgio Cerro Piltriquitron.

O que fazer no Circuito Cerro Piltriquitron:

  • Pular de parapente na plataforma.
  • Conhecer o Bosque Tallado, uma intervenção artística com 60 esculturas talhadas nas árvores.
  • Ir até o Mirante, 45 minutos desde o Refúgio Piltriquitrón, onde poderá ver lugares como Lago Puelo, Epuyén e o Cerro Tres Picos.
  • Subir até o cume Piltriquitrón, a principal atração dali, que leverá em média 4 a 5 horas para ir e voltar.
  • Ir até o cume Oriental, com vista para o Leste, levando em média 5 horas de ida e volta.
  • Subir até o cume Huemul, com vista para o norte, com cerca de 3 a 4 horas de ida e volta.

No verão, é possível fazer essa trilha em apenas um dia, chegando cedo e subindo até o topo da montanha, no Cume Piltriquitrón, depois voltando para El Bolsón, contudo, para esse feito você levará 5 horas para ir e 5 horas para voltar, considerando a partir da plataforma.

O que levar na trilha, preços e tudo o que você precisa saber.

Informações importantes, leia todas:

  • Não é possível reservar com antecedência o espaço nos refúgios, afinal, ali não é internet e cada espaço atua de forma independente.
  • Ainda assim, você deve fazer um cadastro no site Anprale dizendo a data de entrada e saída do local. Faça isso com antecipação para não perder tempo no dia da trilha e nem correr o risco de não poder entrar no circuito, já que eles permitem a entrada de 1.000 pessoas por dia.
  • Para o Cerro Piltriquitrón, você deve passar na Oficina de Informes de Montaña para registrar sua subida.
  • Ali não aceitam cartão, você deve levar pesos argentinos.
  • A alimentação nos refúgios são com carnes ou ovolacto vegetarianas.
  • Tudo nos refúgios é pago a parte, exceto na Casa de Campo, você deverá pagar para carregar celular, tomar banho (quando há a opção) e para usar a cozinha, caso não esteja hospedado dentro do refúgio.
  • Caso você se hospede dentro do refúgio, terá café da manhã incluído, gratuidade de usar a área comum e muitos disponibilizam também água quente e mate como cortesia.
  • Se você for acampar saiba que, além do camping, você precisará pagar para usar a área comum do refúgio, como a cozinha, e também por algumas mordomias, como água quente para o chá ou o mate.
  • Avise a sua família ou amigos que ficará sem conexão durante algumas horas ou até dias, porque nas montanhas o sinal de internet é um total de zero! 
  • É necessário levar saco de dormir, já que nenhum refúgio oferece cobertor. Muitos não disponibilizam também o travesseiros e outros nem sequer o lençol da cama. Saco de dormir será seu parceiro para uma noite mais quente e confortável.

Quanto custam os refúgios en El Bolsón

Os refúgios costumam ter um valor padronizado, com pequenas diferenças entre eles. Via de regra (valores dezembro/2023):

  • Hospedagem dentro do refúgio, quarto coletivo: 12.000 ARS
  • Hospedagem dentro do refúgio, quarto privado: 30.000 ARS
  • Camping: 5.000 ARS
  • Banho: 1.200 a 2.000 ARS
  • Carga de celular: de 800 a 1.000 ARS
  • Café da manhã: 4.500 a 6.000 ARS
  • Prato do dia: 7.000 a 10.000 ARS
  • Pizza: 7.000 a 10.000 ARS
  • Torta frita: 400 ARS
  • Cerveja caseira litro: 4.500 ARS

Estes são alguns dos itens mais comuns de se encontrar em cada um dos refúgios, que costumam ter o mesmo padrão de comida.

O que levar nas trilhas:

  • Saco de dormir, que você pode alugar em La Huella ou comprar um para sua viagem.
  • Bastão de caminhada. Eu, assim como muitos trilheiros, usei galhos que encontrei na floresta e foi ótimo.
  • Roupa de banho, caso queira entrar nos lagos e rios.
  • Roupa com proteção UV+.
  • Boné.
  • Chinelo ou calçado confortável para andar dentro e nas cercanias do refúgio, assim como para entrar na água, já que o chão é recheado de pedras que podem incomodar os pés descalsos.
  • Toalha, de preferência aquela de microfibra, pequena e leve para trilha.
  • Itens para banho, de preferência natural.
  • Protetor solar, de preferência natural.
  • Primeiro socorros, especialmente para pequenos machucados e bolhas no pé.
  • Bateria para recarregar o celular.
  • Alimentos, mesmo que sejam apenas snacks para a trilha, caso você vá comer as refeições que os refúgios oferecem.
  • Garrafa da água. Grande parte dos trajetos, exceto os de alta montanha como Hielo Azul, possuem água corrente e limpa que descem da cachoeira e você pode reabastecer a sua garrafa.

Esportes radicais

Se você não quer ficar apenas com os pés no chão, caminhando pelas trilhas, dois esportes radiciais se destacam na região e valem a pena estarem em seu roteiro:

Rafting

O rafting é feito no Rio Branco entre El Bolsón e Bariloche. Para essa aventura existe o nível intermediário e o nível avançado, o qual você não precisa ter experiência no rafting, porém, precisa saber nadar. O Grado 42 oferece um tour completo, com translado, passeio e almoço. Caso você faça o rafting intermediário, terá uma parada para aproveitar e se banhar no rio. 

Dica: se você for continuar descendo a Patagônia em sentido ao Sul, pode valer a pena cruzar a fronteira e chegar na cidade Futaleufu, no Chile. O rio Futaleufu é um dos mais importantes do mundo na hora de fazer rafiting. Confira aqui como é fazer o rafting em Futaleufu.

Parapente

Já pensou em sobrevoar a montanha mais icônica de El Bolsón? Você pode fazer isso praticando parapente saltando do Cerro Piltriquitron, onde a base de salto é em 1450 metros de altitude.  O passeio é feito entre setembro e abril. Ele começa com a agência te levando de El Bolsón até a base de salto no Cerro Piltriquitron, onde sairá o voo. São 20 minutos que você estará no ar com o auxílio.

Na cidade

Feria Regional Artesanos

Que tal um passeio na cidade para descobrir a arte e culinária local? A Feria Regional Artesanos de El Bolsón acontece quatro vezes na semana: terça, quinta, sábado e domingo, das 10h às 16h. Ela fica ao redor da Praça San Martin e conta com inúmeras barracas de artesanatos e alimentação local.

Os destaques dessa feira ficam por conta dos queijos caseiros; geléias, licores e produtos de frutas locais, como a rosa mosqueta ou o sauco; cogumelos patagônicos cosmetíveis; cosméticos e outros produtos feitos à partir da cannabis; artesanato feito com madeira local e mais. Ali também é possível comer nos carrinhos de alimentação e tomar alguma cerveja local. Algumas vezes artistas independentes se apresentam ao redor da praça e tornam este passeio ainda mais gostoso.

Feira Franca

A Feira Franca é um espaço que reune produtores locais, lojas e restaurantes saudáveis. Ao lado da Feira Franca também há um espaço de foodtruck com diversas opções de comida rápida e mesas para comer com conforto. Essa feira é uma ótima opção para comprar coisas regionais com um preço atrativo, por exemplo, um suco natural de maçã, que eu pagaria $2.500 ARS por 1/2 litro em uma loja, ali na feira consegui, pelo mesmo preço, um suco de 1 litro. 

É ali também que estão as melhores opções para vegetarianos e veganos, com direito à pancho (uma espécie de cachorro quente), crepe e arepa vegana. Mais abaixo te conto mais sobre cada restaurante com opção vegana em El Bolsón.

Lago Puelo

Vizinho de El Bolsón, Lago Puelo é um passeio que pode ser feito em um dia e oferece relaxamento completo! Para chegar na pequena cidade basta pegar um ônibus, que passa a cada uma hora e demora cerca de 1 hora para chegar no destino final.

Passarela do Rio Motoco

A primeira parada é na Passarela del Rio Motoco, um espaço recreativo, onde o rio passa deixando rastros do seu lindo tom azul. Na beira do rio estão quiosques que vendem comida e é possível ficar ali relaxando, ou passar a passarela e caminhar até a cachoeira ou o mirante. 

Considero esse passeio interessante especialmente para quem não fará as trilhas mais tradicionais, dessa forma terá a oportunidade de ver o rio com sua tonalidade única de azul, sem precisar se aventurar. Tire a parte da manhã para fazer esse passeio, vá até o mirante para ver o água correr montanha abaixo, formando cachoeiras, mas não se detanha muito aí, porque o verdadeiro astro desse passeio te conto abaixo.

É a partir desse trajeto que você também poderá chegar no Refúgio Motoco, quase na divisa com o Chile.

Parque Nacional Lago Puelo

No Parque Nacional Lago Puelo está o grande atrativo do lugar. Nos seus 27 mil hectares de bosque, junto com o lago que está metade na Argentina e metade no Chile, e tem a água menos gelada e mais convidativa do que nos lagos que estão nas trilhas que comentei anteriormente, tornam o parque uma ótima pedida para os dias quentes na região.

O que fazer em Lago Puelo:

  • Curtir uma das praias que dão acesso ao lago.
  • Alugar kayak para remar pelo lago.
  • Admirar o lago no mirante.
  • Se dedicar a trilhas mais longas, como o Sendero Los Hitos ou Sendero El Faldeo.

Precisa pagar para entrar no Parque Nacional Lago Puelo? Apesar de no site oficial dos parques nacionais da Argentina dizer que sim, quando eu estive lá não precisei pagar. Agora vou checar novamente para vocês e, depois de você fazer todo o cadastro para realizar o pagamento, a opção para Lago Puelo simplesmente não existe. De qualquer forma, antes de ir confira no site para não ter problemas.

Como chegar de El Bolsón para Lago Puelo: é muito simples. Se você estiver sem carro, pegue na Avenida San Martin um ônibus chamado Lago Puelo que ele te levará até o Parque Nacional. Na volta é sempre bom ficar de olho, porque o ônibus pode vir cheio e você não conseguir entrar.

Onde ficar: hospedagem ecológica em El Bolsón

El Bolsón é uma pequena cidade que oferece hotéis, hostels e casas de aluguel. Ficar no centro da cidade é uma boa pedida para quem quer ter uma base central para sair aos passeios.

Nós ficamos hospedados no Earthship Patagonia, um hostel ecológico e vegetariano com quartos coletivos e privativos. Sua localização é um ponto forte: a três quadras da avenida principal, duas quadras do polo de restaurantes da cidade e com uma linda vista para o Piltriquitron, montanha icônica de El Bolsón, com 2.267 metros de altitude. 

Pontos fortes do Earthship Patagonia:

  • Na estadia está incluso o café da manhã, o uso da cozinha e as folhas verdes orgânicas que vem da horta do hostel.
  • Eles também oferecem jantar vegano pago à parte.
  • Ali acontecem eventos alternativos aos finais de semana, onde você pode curtir uma música, provar as comidinhas e se esquentar na fogueira.
  • Por ter a opção de quarto coletivo ou compartilhado, você pode ter a privacidade que precisa, porém, ainda com aquele ambiente amigável, comum em hostel.
  • A hostel todo é muito integrado com a natureza e tem diversas iniciativas sustentáveis inspiradoras.
  • Apesar da internet fraca, é um lugar tranquilo para nômades digitais. Tem mesa de trabalho nos quartos privativos e alguns pontos de apoio espalhados pelo hostel. Muitas pessoas trabalhavam ali normalmente, e eu viajei com a Starlink, que ia facilmente no telhado verde do quarto.
  • A construção de barro traz uma temperatura agradável para o ambiente e uma sensação enorme de aconchego. É um lugar para relaxar e reenergizar.

Como somos nômades digitais, fizemos desse hostel nossa base durante 3 semanas e foi uma excelente estadia. Optamos pelo quarto privado com banheiro compartilhado.

Pontos de atenção

  • A internet não é das melhores, mas se você não precisa trabalhar fazendo reuniões ou subindo arquivos pesados, dá para usá-la. 
  • Todos os banheiros do hostel são compartilhados.
  • O chuveiro pode acabar a água quente durante a noite, então é recomendado tomar banho durante o dia.
  • Não espere um hotel ecológico de luxo. O Earthship é uma hospedagem bonita e com bom custo benefício, porém, simples.

Contudo, mesmo com esses detalhes, realmente amamos nossa hospedagem ali, o lugar é lindo, tranquilo e com pessoas carinhosas. O custo benefício desse hostel foi bom! Certamente recomendo e voltaria a me hospedar no Earthship Patagônia.


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Por um Recomeço

Por Renata G. Ferreira

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