O que fazer em Paraty. Roteiro de viagem sustentável

Paraty que em 2019 ganhou o título de Patrimônio Mundial Misto, ou seja, tanto pela sua beleza natural, quanto pela sua rica cultura, têm tanta coisa para oferecer que um período de férias parece não ser o suficiente para percorrer todos os pontos da cidade, que desde as praias mais conhecidas até as cachoeiras mais escondidas, é cheia de belezas e surpresas.

Aproveite e conheça os restaurantes veganos em Paraty

A visitação dos turistas cresce a cada ano na cidade, por isso, respeito e incentivo às atividades positivas para a sociedade e natureza, fará com que este pedaço do paraíso seja preservado.

Antes de conhecer o lugar, lembre-se de que usando os transportes mais sustentáveis podemos conhecer melhor a cidade que visitamos, além de ajudar na economia e preservação local.

Veja como passear por Paraty de bicicleta, e você ainda ganha um voucher de desconto.

Separei para você os lugares que te farão conhecer Paraty de corpo e alma, desde os passeios culturais, até as belezas naturais.

Passeios culturais

Povos Tradicionais de Paraty

Paraty tem uma rica e antiga história na formação do Brasil e, em poucos lugares de mundo você vê uma grande diversidade de comunidades de povos tradicionais como vemos aqui na região.

Passeios como estes nos fazem ter uma visão diferente e, muito mais próxima da nossa história do que nas aulas que tivemos na escola.

Em Paraty temos quilombo, vilas caiçaras e aldeias indígenas. Para conhecer estes locais existem algumas opções:

Aldeia Iriri

A Aldeia Iriri é localizada a cerca de 28 km do centro de Paraty, um refúgio do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe. De um lado está a praia e, do outro a aldeia com uma linda cachoeira, a visitação em ambos é livre, mas se você for de carro precisará pagar o estacionamento.

Existe também a opção de ir de ônibus, pegando o São Gonçalo e parando na frente da Praia do Iriri.

VEJA OS HORÁRIOS DOS ÔNIBUS DE PARATY

Aldeia (Paraty Mirim e Aldeia Araponga)

Apesar de passarmos na frente da Aldeia de Paraty-Mirim quando estamos na estrada para esta praia e, poder comprar os artesanatos, a visitação para essas aldeias sempre têm que ser programadas.

Na ParatyTours você consegue achar um passeio de um dia que inclui a visitação nas duas aldeias. Para visitar o local você precisa organizar uma turma de no mínimo 4 ou 5 pessoas e, com pelo menos 2 dias de antecedência, ou dar a sorte de já ter vaga em algum passeio que será realizado por lá.

Quilombo do Campinho

Restaurante do Quilombo do Campinho

Com a decadência do regime escravocrata no final do século XIX, Vovó Antonica, Tia Marcelina e Tia Maria Luiza dão início ao quilombo, conduzindo o desenvolvimento do local.

Com muita história para contar, no Quilombo do Campinho você pode fazer uma visita para conhecer sua formação como uma sociedade colaborativa, suas histórias e culturas, seu processo de plantio sustentável e, produção de farinha.

Aqui também é necessário avisar com antecedência para que possa rolar o passeio, ou consultar a agenda pelo Facebook ou e-mail do Quilombo,  pela agência de turismo sustentável Samaúma, ou pela Paraty Tours.

Vila Caiçara (Trindade, Ponta Negra, Pouso da Cajaíba e Ilha do Araújo)

As vilas caiçaras são formadas por pessoas que já estão nestas terras desde o início da colonização, e que têm como sobrevivência a pesca e o plantio. Apesar de ser possível visitar todos estes lugares apenas para apreciar as suas belezas naturais, a opção de um tour voltado para a experiência com os locais te fará experenciar um outro olhar de Paraty.

Aqui estão as opções de passeios culturais para estas regiões.

Trindade – Samaúma Viagens

Ponta Negra – Paraty Tours

Pouso da Cajaíba – Samaúma Viagens

Ilha do Araújo – Samaúma Viagens ou Paraty Tours

Alambique Maria Izabel

Talvez você já tenha ouvido falar nesta premiada cachaça, talvez não, mas de qualquer jeito vá ao alambique Maria Izabel.

Com um processo cuidadoso e artesanal, a cachaça é feita pela própria Maria Izabel, com canas frescas da sua plantação que agora é agroflorestal e, também canas da região o que além de trazer frescor, também traz características únicas para a cachaça. Na visita você terá oportunidade de conhecer o processo, a história delas e como a sustentabilidade foi entrando na vida do alambique.

Maria Izabel batendo um papo e fazendo uma degustação

No final da visita você faz uma degustação das cachaças, que são deliciosas, e mesmo que você não seja grande apreciadxr da bebida vale a pena experimentar, já que o processo especial faz com que elas desçam suavemente na garganta.

A vista é um show à parte. O alambique é uma mistura de sustentabilidade, bom gosto, girl power e a boa história de mulher empreendedora brasileira.

A visita é catraca livre, e tem uma lojinha com as cachaças e outros itens ecológicos.

Casa da Cultura Paraty

Como uma cidade cheia de cultura não ter uma casa como esta?

A Casa da Cultura é um local onde além de oferecer cursos para os moradores, tem também exposições abertas ao público que são principalmente de artistas da região.

Apesar de Paraty ter muitos ateliês pelo centro, achei uma ótima opção para ver mais artistas em um mesmo espaço e, apreciar com calma sem que você tenha um vendedor fazendo aquela tradicional pressão rsrs

Além das exposições na Casa da Cultura, eles também possuem um auditório com programações variadas que podem ser gratuitas ou pagas dependendo da atração.

Fazenda Bananal

A Fazenda Bananal foi construída em uma propriedade do século 17 e parte da estrutura antiga foi mantida.

Casarão da Fazenda do Bananal

Lá eles têm como proposta a sustentabilidade, que abrange desde manter o casarão e contar a história do lugar, produzir a própria comida orgânica através da agrofloresta, ter tratamento de esgoto, fazer passeios educativos entre outras coisas.

Ao chegar lá você terá 3 opções de passeio (valores de dezembro/2019):

  1. R$ 20,00 (R$ 10,00 meia entrada pra estudantes e maiores de 60 anos) – andar sozinho pela propriedade, onde você verá placas indicando e dando uma breve explicação do que é cada coisa. Eu indico esta alternativa apenas se você já tiver conhecimento em processos sustentáveis, como os que eu citei acima.
  2. R$ 50,00 – um guia te leva por este caminho explicando melhor cada processo.
  3. R$ 100,00 – você vai com um carrinho onde consegue acessar as maiores produções do local.

Existem atividades voltadas para as crianças, e cada mês tem uma programação especial.

Além de ser bacana pela educação e, ver a sustentabilidade funcionando em uma escala maior, a Fazenda Bananal também é um lugar lindo, que dá vontade de ficar horas apreciando a vegetação e os animais.

É necessário ligar antes para agendar o tour já que eles saem com grupos e podem demorar para retornar.

Free Walking Tour

Este tipo de passeio já rola em alguns lugares do mundo, e nada mais é do que um tour pela cidade contando sobre a sua história. Neste formato você geralmente paga o quanto pode e acha que o tour valeu.

Em Paraty o passeio é feito pela empresa Free Walker Tours e tem opção em português e inglês. Gosto muito desse passeio, acho os guias super carismáticos e, com muito conhecimento sobre essa cidade que foi tão importante para a construção do Brasil.

Ele acontece duas vezes por dia (às 10h:30 e as 17h:00.), todos os dias, exceto quarta feira, e começa sempre na praça em frente à Igreja da Matriz. Os guias da Free Walker Tours estão sempre de camiseta vermelha com o nome da empresa.

Não saia de Paraty sem um passeio desse, a história é super bacana e importante para a construção do nosso país. Fiquei surpresa e encantada!

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Praias

Paraty tem muitas muitas praias, cachoeiras e trilhas incríveis, agora estou morando a 10 meses na região e, ainda tem muita coisa para conhecer. Por isso eu vou separar em categorias, sem entrar em muitos detalhes na maioria dos lugares.

VEJA OS HORÁRIOS DOS ÔNIBUS DE PARATY

De Sul a Norte:

Praias com estrutura de quiosque em Paraty

Trindade

Existem 6 praias nesta vila caiçara, todas muito próximas uma das outras, e em todas você encontrará opção de restaurantes ou quiosques para se alimentar, e até conseguir uma cadeira e guarda-sol. Se você gosta de tranquilidade, recomendo ir fora da alta temporada e dos finais de semana comuns, já que por lá fica bem movimentado.

Para chegar até Trindade você pode ir de carro ou pegar ônibus/van que sai da rodoviária de 1 em 1 hora.

Aproveite a visita e vá até a piscina natural que fica no final da Vila, uma caminhada de mais ou menos 40 minutos do estacionamento na praia até a piscina, que varia entre andar pela praia e, fazer trechos de trilha média. Você também pode chegar lá com um barquinho que sai da Praia do Meio.

Além das praias Trindade também tem lindas quedas d’águas em sua cachoeira, vamos falar sobre isso adiante.

Veja neste vídeo sobre um dia em Trindade.

Ônibus para ir até Trindade: Trindade

Praia do Sono

Para chegar neste paraíso do surf você pode de carro ou ônibus até a entrada do condomínio Laranjeiras e pegar um barco, ou ir até a Vila do Oratório e fazer uma trilha que dura em média 1 hora. Eu super recomendo a segunda opção, é uma trilha comprida, mas muito tranquila de fazer, sem grandes obstáculos, e coberta a maior parte do tempo.

Na Praia do Sono você tem a opção também de acampar a beira-mar, e se deliciar nos quiosques locais, a praia é comprida e ótima para caminhar, além de ser uma das únicas em Paraty que você consegue surfar.

Se dormir por lá, pode aproveitar e estender até a Antigos e Antiguinhos, praias sem estruturas, mas muito bonitas.

Veja o vídeo da minha ida para Praia do Sono

Ônibus para ir até a Praia do Sono: Vila do Oratório (se fizer a trilha pare no ponto final, se fizer a travessia de barco pare no condomínio Laranjeiras)

Saco do Mamanguá

O único fiorde tropical do mundo, o Saco do Mamanguá pode ser acessado por trilha (por volta de 1 a 2 horas de caminhada), de barco a partir da Paraty-Mirim ou do Centro Histórico e, ainda de remo a partir de Paraty-Mirim.

Facilmente você pode fazer um passeio de um dia todo para o Saco do Mamanguá, já que ele tem várias prainhas, mangue e, mais de uma opção de restaurante.

Se você curte uma trilha, então aproveite e faça a subida para o Pão de Açúcar, onde você conseguirá ver boa parte deste litoral até Ilha Grande e Angra dos Reis, a caminhada dura por volta de 1 hora e, é bom ser feita com tênis. A vista é imperdível.

Paraty-Mirim

Está é uma pequena praia com um quiosque, mas talvez a mais diferente da região. No meio de Paraty-Mirim você tem um rio que divide a praia em dois, e na segunda parte da praia você encontra um mangue.

Lá é possível alugar caiaque ou prancha, além de barco para ir até outras regiões como o Saco do Mamanguá ou Ilha da Cotia.

Ônibus para ir até Paraty-Mirim: Paraty-Mirim

Pontal

Está é a praia localizada no centro da cidade e, infelizmente, imprópria para banho. A graça de ficar nela são seus quiosques beira-mar e, aluguel de caiaque para ir até alguma ilha nas proximidades que é possível se banhar.

Ótimo ponto para ver o sol nascer

Jabaquara

Do lado da Praia do Pontal, elas são divididas pelo Morro do Forte. A Praia do Jabaquara é mais comprida e, além de vários quiosques também tem opções de restaurantes. Esta praia também é considerada imprópria para banho, apesar de você ver algumas pessoas se aventurando.

Vá até está praia para comer, caminhar, alugar caiaque ou ir até a Toca do Cassununga (sítio arqueológico dos povos originários da região).

Corumbê

Uma pequena praia com entrada próxima da BR, fica no mangue, por isso tem uma areia barrosa. No Corumbê você encontrará o Quiosque Cheiro de Camarão da Márcia.

Ônibus para ir até o Corumbê: Graúna, Taquari, São Gonçalo

Praia Grande

Aqui podemos ver como tudo depende da sua perspectiva, esta pequena praia ganha este nome por ser comparada a sua pequena vizinha, a Prainha.

Na Praia Grande, apesar de não ser adequada para banho, temos opção de restaurante, entre eles o São Francisco, que acredito ser a melhor o melhor restaurante de praia em Paraty para dias os de chuva, mas também os de sol, já que ele tem uma grande estrutura coberta, com redes, espreguiçadeiras e cadeiras.

Quiosque São Francisco

Fazendo uma pequena trilha você chega na Prainha, onde é muito melhor para nadar e, você encontrará um quiosque que abre quando há movimento na cidade.

Prainha ao lado da Praia Grande

Ônibus para ir até a Praia Grande: Graúna, Taquari, São Gonçalo

Ilha do Araújo

Na Ilha do Araújo você encontra uma rica cultura caiçara, para chegar lá você pode pegar um barquinho na Praia Grande. Lá você encontrará igreja para visitar, e restaurantes para comer.

Ilha do Cedro

A ilha está entre as tops da cidade, com um mar transparente de águas calmas, ali existe um quiosque , algumas casas de caiçaras que cuidam do local, colocam balanço e redes, e te oferecem a carona de barco do continente até a ilha e vice e versa.

Fiquei maravilhada com a beleza da ilha, que além do mar lindíssimo, tem de plano de fundo uma intensa Mata Atlântica.

Com uma curta trilha, você consegue chegar em um canto da ilha onde há menos turistas. Lá você verá uma casinha de pescador que complementa a paisagem, bolachas e conchas lindas no mar que gostam de ficar quietinhas dentro da água, por isso, vamos respeitá-las, só ver e não pegá-las.

Para chegar na Ilha do Cedro você deve primeiro ir até a Praia do Cão Morto (km 547 da estrada Rio-Santos) logo depois da praia do Iriri, lá terão barcos disponíveis para fazer a travessia.

Ônibus para ir até a Ilha do Cedro: São Gonçalo

São Gonçalo

Esta é a maior praia de Paraty, e também uma das últimas. No final do canto esquerdo da praia de São Gonçalo, você verá um rio que desagua no mar, ideal para ficar com a criançada. Apesar de serem opções mais simples de quiosques, você encontrará vários espalhados pela praia, com cadeiras e mesas disponíveis para a refeição.

Ônibus para ir até a Praia São Gonçalo: São Gonçalo

Praias vazias em Paraty para ficar tranquilx

Vamos combinar que na alta temporada é difícil achar alguma coisa realmente vazia, mas as praias que irei indicar aqui costumam ser muito mais tranquilas, e em um final de semana comum, facilmente você será uma das únicas pessoas por lá.

Essas praias não têm estrutura para alimentação, no máximo alguma barraquinha vendendo uma caipirinha ou algo assim. Por isso leve seu lanche, sua canga e/ou sua cadeira, e aproveite as sombras das árvores.

De Sul a Norte:

Praia do Rosa

Próxima ao Alambique onde é produzido a Cachaça Maria Izabel, a praia do Rosa é um dos cantinhos escondidos de Paraty. Para chegar nesta praia o mais prático é ir de carro até o início da trilha, ou você pode pegar um ônibus até a estrada e fazer uma caminhada que dura em torno de 25 minutos.

BR-101 sentido Rio, passe pela enseada do Corumbê, quando passar o radar você verá uma estradinha de terra a direita, vá seguindo até porteira do alambique, lá você verá uma placa indicando a praia, uma trilha com cerca de 15 minutos.

Iriri

Praia que pertence a Aldeia dos Pataxós Hã-Hã-Hãe, ela não possui estrutura para turistas, mas por ser um pouco mais conhecida na alta temporada ela pode ficar um pouco mais cheia do que as outras que indiquei.

Mesmo assim é uma opção muito mais tranquila, com água calma e um rio no final que é uma delícia para se banhar.

Ônibus para ir até Iriri: São Gonçalo

Cão Morto

A praia do Cão Morto é muito usada para a travessia até a Ilha do Cedro, mas poucas pessoas sabem que ela é muito agradável de ficar, com árvores que fazem sombra, água rasa e limpa, com lindas pedras no final da praia, é ideal para quem quer ficar tranquilo.

Para chegar na praia você terá que pegar a BR-101 sentido Rio, depois de passar a praia do Iriri, você verá algumas faixas escritos travessia para Praia do Cedro e, uma faixa larga de areia para estacionar.

Dependendo da época do ano que você for encontrará uma barraquinha que vende algumas comidas e bebidas, mas é importante levar canga ou cadeira para sentar.

Ônibus para ir até a Praia do Cão Morto: São Gonçalo

Passeios de barco

Outra opção bacana são os passeios de barco, onde além dessas praias que indiquei, você pode acessar outras mais distantes ou as ilhas da região.

Para este passeio você também tem três opções:

  • Escuna – de R$ 50,00 a R$ 90,00 dependendo da época.

Aqui você vai com um grupo e a escuna estabelece um roteiro fixo, com tempo de permanência em cada lugar.

Está é uma opção para quem quer economizar dinheiro e, também usar um transporte coletivo menos prejudicial, tipo o busão do mar! Rs

As desvantagens desse tipo de passeio pode ser a falta de flexibilidade no roteiro e, por que muitas vezes a escuna acaba ficando muito cheia e festiva, isso para mim é um ponto negativo, mas sei que tem muitas pessoas que gostam, por isso, se você curte uma música para animar e um bar com caipirinhas e porções, essa pode ser uma boa opção.

  • Traineira – de R$ 80,00 a R$ 150,00 a hora do barco.

Este pode ser um passeio que sairá bem mais caro ou bem mais barato que a escuna, já que cabem de 10 a 12 pessoas e, o barco cobra por tempo rodado e não por quantidade de passageiros.

Apesar de perder pontos em termos de sustentabilidade por levar menos passageiros, ela ganha por ser dirigida por caiçaras que conhecem bem a região (pontos para valorização cultural), você pode levar a sua própria comida e bebida (pontos para #zerowaste), tem a parte de cima do barco que dá para ficar deitado nos colchões (pontos para o conforto), e você pode decidir quais praias ir de acordo com seu gosto, tempo e dicas do barqueiro (pontos para personalização).

  • Lancha – esta opção pode variar muito de valor, já que existe uma infinidade de tipos de lancha, das mais simples até as mais luxuosas.

Ela tem caraterísticas bem parecidas com as da Traineira, com algumas diferenças que você pode ou não ver como uma vantagem, como a velocidade que e o luxo que ela oferece.

Cachoeiras

Por fim e não menos importante, Paraty é banhada por diversas nascentes e suas lindas cachoeiras que desaguam no mar, por isso, desde muito pertinho da praia, até o alto do morro você achará opções para todos os gostos, de fácil chegada, com trilhas longas, piscinas naturais ou grandes quedas.

Algumas cachoeiras que conheci por aqui não têm nem referência para dar, são dentro de pousadas, propriedades, ou escondidas no meio de uma estrada, por isso, se for ficar mais tempo e gostar de se aventurar, vale a pena bater perna por aí, fazer um passeio de bike e, descobrir alguns tesouros escondidos.

Trindade

Chegando na Praia do Meio em Trindade, você tem a opção de cruzar a rio em direção a praia do Caixa D’aço ou seguir seu fluxo em direção às cachoeiras. A atração principal aqui é a Pedra que engole, a que mostrei para você no vídeo do meu dia pela região, mas fique atentx para algumas entradas na trilha, você pode se surpreender com alguns trechos escondidos por lá.

Poço do Tarzan e Cachoeira do Tobogã

Na estrada Paraty-Cunha você encontra uma das cachoeiras mais conhecidas da região e, já te aviso, na alta temporada ela fica bem cheia. Ali você tem a opção de um restaurante, ou ficar para aproveitar as quedas e piscinas desses dois locais que são um seguido do outro.

Achei divertidíssimo escorregar na Cachoeira do Tobogã, é super tranquilo, mas sempre siga a instrução do pessoal que já está lá mais tempo. As pedras são escorregadias, por isso, preste muita atenção para não causar acidentes.

Para chegar lá você pode pegar o ônibus para Penha, ir de carro, fazer um passeio de jipe ou até mesmo de bicicleta.

Pedra Branca

Está também é uma das cachoeiras conhecidas e tradicionais nos roteiros turísticos de Paraty. Com um grande poço na parte de baixo que na maior parte não dá pé e, um poço menor na parte de cima com algumas quedas d’água, essa cachoeira chama atenção pela beleza e facilidade para chegar.

Na entrada você deve pagar uma taxa de manutenção, que gira em torno de R$ 5,00 ou R$ 10,00.

Para chegar na cachoeira Pedra Branca você pode ir de carro, jipe ou bicicleta se não se importar de pegar uma subidinha. A cachoeira fica localizada na estrada em direção a Cunha, logo após a Ponte Branca você pega a direita e vai seguindo, terá placas indicando.

Sete Quedas

Depois da Pedra Branca você pode continuar o trajeto por uma estrada de terra bem acidentada, difícil de passar com qualquer carro, especialmente em algum dia que tenha chovido, mas com calma e fé, você chega lá.

Isso não quer dizer que a cachoeira é tão selvagem assim, dentro de uma área particular você irá se surpreender com a estrutura refinada da Cachoeira Sete Quedas, que possui um bar, piscina natural e paisagismo em toda sua área.

Iriri

Dentro da Aldeia dos Pataxós Hã-Hã-Hãe, você precisará pagar um valor de estacionamento/entrada. No caminho encontramos algumas construções tradicionais e artesanatos para venda, até chegar no último ponto que é a cachoeira.

Além do poço e quedas de baixo, você pode pegar uma trilha na lateral esquerda para ir em outros poços, a vista de cima também é linda, mas preste atenção por que existe um ponto onde eles pedem para não se banhar, já que é de lá que eles tiram a água para consumo próprio, vamos respeitar!

Você pode chegar de ônibus (pegue o São Gonçalo), carro ou passeio de jipe.

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