Viajar para trabalho voluntário – Minha experiência e dicas sobre Guaporé

Prometido e cumprido, voltando para falar um pouco mais sobre o voluntariado na Cidade Escola Ayni, ou apenas Ayni rsrs

Foi a primeira vez que eu participei de uma viagem para voluntariado. Além de querer muito conhecer o projeto, eu queria viajar e estava com grana curta, então, foi uma opção interessante já que não pagávamos hospedagem e era um região fora de circuito turístico, com lugares lindos e preços bem acessíveis.

Trilho Mula Preta. Vale muito a ida.

E Renata, como funciona um voluntariado neste estilo? Bom, vai depender muito do local que você vai, por isso é sempre muito importante você dar uma pesquisada antes, ver o que as pessoas comentam nas redes sociais, e mais ainda, bater um papo com as pessoas do lugar que você quer ir para entender melhor como funciona e ter alguns acordos pré estabelecidos, assim, evita muitos problemas com expectativas frustadas.

Para se voluntariar na Ayni você deve mandar um e-mail para eles, que irão te passar instruções, como datas e agendamento de um bate papo. O meu foi pelo Skype ou Whatsapp (já não lembro rsrs), foi um bate papo mesmo, para que eles pudessem saber quem eu era, o que estava procurando neste processo, e também para se apresentarem e falarem quais eram os acordos.
Pela proposta de reconexão com o nosso ser, os acordos envolviam desde tempo de trabalho, limpeza e coisas práticas, até manter uma dieta vegetariana (de preferência vegana) e não usar substâncias químicas durante o período lá, para dar aquela limpada na nossa energia!
Em relação ao trabalho, depende muito do que está acontecendo na escola no período que você está. Quando eu fui o que mais teve foi manutenção de várias coisas, como lixar, podar, limpar, mas você pode chegar em algum momento de construção, plantação ou auxílio em cursos que estão rolando.
O que achei muito bacana é que além da experiência do trabalho, também temos as conversas com os guardiões, que são os responsáveis por áreas da escola, e este é realmente um momento muito rico de aprendizado e trocas, a atenção e o coração que estes guardiões colocam no projeto e na troca conosco realmente me fez sentir parte de algo maior e mágico. Estas conversas também dependerão da agenda e quem estará por lá.
Agora vamos à algumas dicas práticas.
Como chegar de ônibus?
De Porto Alegre você pode pegar pela companhia São Bento, saem cerca de 2 ônibus por dia para Guaporé. Clique aqui para comprar online. A rodoviária fica um pouco distante da Ayni, por isso, é bacana já pedir indicação para eles de algum taxista.
Que roupa levar?
Lembre-se que você irá trabalhar com terra, barro, construção, por isso, roupas que podem sujar e estragar são bem vindas, além daquelas roupas que tragam mobilidade. Lá é Rio Grande do Sul né, então, veja a previsão do tempo e se prepare, eu fui em uma época de frio e chuva e era realmente BEM frio, nestas épocas aquelas segundas peles e meia calça são bem vindas.
O que comer?
Lá é uma cidade pequena, mas bem estruturada, então não há muitos estabelecimentos, mas todos  que fui têm uma boa qualidade, vou falar aqui os preferidos que estão perto da pracinha da Igreja:
Primo Café e Restaurante – tem opção vegetariana e eles são bem atenciosos e adaptam o cardápio se possível, por exemplo, eu pedi para trocar o leite do smooth por leite de coco e também os derivados de leite que vinham no café prestígio. O atendimento as vezes pode ser um pouco lento, mas é um bom atendimento.
Padaria Vovó Chica – um pouco fraca para os veganos, de opção havia apenas os pãezinhos na chapa, estes que eram bem gostosos, além do tradicional tinha integral e de cenoura. Tem bastante opção vegetariana, e eu não provei, mas disseram que os doces são muito bons.
Sorveteria Oásis – o lugar é pequeno e simples, mas tem boas opções veganas, quando fui tinha um sorvete de limão com manjericão muito bom! Lá tem açaí.
Onde ir?
Na cidade não há muitas opções de passeio, tem o autódromo que as vezes tem eventos e tem um boliche que é bacana (ligue para agendar antes para garantir pista), mas a região é linda e se você estiver de carro vale a pena o passeio para outras regiões.
Cristo – Da cidade você consegue ver o Cristo e do Cristo você consegue ver a cidade, é uma bela vista.
Trilho Mula Preta – uma vez por dia passa um trem na cidade, fora deste horário os trilhos estão livres para serem apreciados. Este primeiro trilho é um pouco mais rústico, sem proteção quase, mas com uma vista linda e um toque de adrenalina (adoro!). Preste atenção no caminho para não fazer como eu, virar na rua errada, descer para conferir e afundar o pé na lama rsrs Portanto, não é o lado que tem as vaquinhas, siga a estrada do lado direito.
Trilho V13 – este já é mais protegido e conhecido, bem tranquilo de andar e com um ponto alto de que ao entrar no túnel e pegar uma saída lateral você encontra uma cachoeira e uma vista linda.
Muçum – na região corre um rio lindo, vale a pena parar em algum café para apreciar.
E é isso aí!! Eu realmente aproveitei estes dias para entrar em contato comigo, curtir o momento e a natureza do lugar, então, acabou que não conhecemos muitos lugares, o que para falar a verdade foi ótimo para conseguir viver no presente e realmente apreciar cada coisa.
Um grande beijo!!
Ahh estou começando meu instagram agora, me acompanhem lá também Por Um Recomeço.

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